ação urbana/ intervalo/ instalação/
fotografia _ 36 × 53 × 3 cm
10.000 máscaras de pvc, pote plástico, bandeja de madeira, mesa de madeira, agentes
14ª Bienal de Sydney
ruas da cidade/ Museu de Arte Contemporânea/ Sydney/ Austrália
o projeto consiste na produção e distribuição de uma grande quantidade de ‘máscaras’ para os olhos (10.000 peças), cujo formato se assemelha ao das oferecidas pelas companhias aéreas em seus vôos noturnos. ao contrário dessas, escuras e concebidas para vedar totalmente a luz, essas ‘máscaras da visão’ são recortadas em pvc incolor translúcido, e finalizadas com outros materiais claros – tais como o velcro branco usado para o fechamento da peça, e a embalagem cilíndrica de polietileno.
intitulado visor, o projeto faz alusão a certos condicionamentos perceptivos e à maneira como os relacionamos às estruturas de construção de espaços, ou às formas que organizamos visualmente. nesse sentido, o material empregado na confecção das máscaras apresenta uma característica importante: ‘abafar’ a nitidez do que é ‘visível’.
podemos dizer então, que o trabalho atua diretamente sobre nossa visão. a mesma paisagem, com o uso da máscara, será percebida de maneira distinta. ao invés de signos e conteúdos, passamos a enxergar campos de luz e cor, ativando uma ‘outra’ paisagem, ou campo sonoro, através da conversão dos estímulos visuais. ao colocar a máscara sobre os olhos, vestindo-a, o observador experimenta uma espécie de intervalo [relacionado ao espaço dado], e vivencia a ‘(re)construção’ do ambiente que o envolve em uma experiência ampliada pela natureza transitiva do trabalho.